Minas Gerais tem o seu primeiro representante na história do Oscar. Com o anúncio de "Democracia em Vertigem" entre os indicados ao prêmio de melhor documentário, a diretora Petra Costa, nascida em Belo Horizonte, se torna a primeira mineira a figurar no maior prêmio da indústria de cinema mundial.

O anúncio dos indicados ocorreu na manhã desta segunda-feira (13), em Los Angeles, nos Estados Unidos e põe o Brasil novamente na expectativa de sua primeira estatueta em mais de nove décadas da entrega do prêmio. 

A última indicação aconteceu em 2018, com o filme "Me Chame pelo Seu Nome", que, apesar de falado em inglês e italiano, tem a assinatura do produtor Rodrigo Teixeira. Não levou o Oscar principal, mas levou ode melhor roteiro adaptado.

Se tivesse vencido há dois anos, Teixeira teria subido ao palco da cerimônia, já que, pelas regras das Academia de Artes e Ciências de Hollywood, o produtor e não o diretor é o representante do filme. No caso de "Democracia em Vertigem", Petra também é a produtora do documentário.

Exibido pela Netfilx, o filme registra o processo de impeachment de Dilma Rousseff e a crise política instalada no país. Aos fatos históricos, Petra junta uma visão pessoal sobre o significado da perda de espaço político da esquerda no país.

"Democracia em Vertigem" é o terceiro longa-metragem de Petra. Antes ela havia lançado "Elena" (2012), sobre o suicídio de sua irmã, e "Olmo e a Gaivota" (2014), produções muito elogiadas.

No Oscar, o documentário concorrerá com "American Factory", "The Cave", "For Sama" e "Honeyland". Os vencedores serão anunciados no dia 9 de fevereiro.

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