Com mais de meio século de existência, o Festival de Inverno da UFMG foi um dos pioneiros no país. Realizado desde 1967, chega à 51ª edição promovendo atividades em diferentes espaços de Belo Horizonte e também na cidade histórica de Tiradentes, de amanhã até 21 de julho.

Na capital, as atividades – que incluem oficinas e residências artísticas, espetáculos teatrais, shows musicais, palestras e rodas de conversa – se dividem em três espaços da universidade: o Centro Cultural, na Praça da Estação, o Conservatório de Música, na avenida Afonso Pena, e o Espaço do Conhecimento, na Praça da Liberdade.

Diretor de ação cultural da UFMG, o professor Fernando Mencarelli diz que o propósito do festival é trazer a academia para perto da população. 

“É desejo da universidade criar essa aproximação. Queremos pertencer à população de Belo Horizonte”, afirma.
Para isso, o festival terá agenda diversa, com curadoria feita pelos próprios diretores dos locais que recebem o evento.

“O espaço do conhecimento, que é esse museu de cultura e ciência, por exemplo, traz na programação a relação da arte com a área científica”, explica Mencarelli.

Entre as atividades previstas para o local estão conteúdos relacionados a vídeos, como a oficina gratuita de produção FullDome (formato de vídeo arrendado que é reproduzido dentro de planetários). Crianças também terão a chance de aprender sobre o Circuito da Liberdade.

Já a astronomia está na programação de diferentes formas. Uma das atividades ressaltadas pelo professor é a sessão “Astronomia Indígena”, no planetário.

CENTRO CULTURAL
Os 30 anos do Centro Cultural da UFMG serão celebrados ao longo festival. A comemoração tem início no sábado, a partir das 10h, e inclui palestras, concerto do grupo Free Jazz Quarteto e rodas de conversa. 

O espaço receberá ainda residências de dança, artes plásticas e literatura, além de exposições como “Olho Nu”, do pintor e desenhista Marco Túlio Rezende, e “Cidade Palimpséstica”, com fotografias de Belo Horizonte das décadas de 1960 e 1970, e de espetáculos teatrais como “Os Orixás”, do grupo Giramundo. 

Já o Conservatório da UFMG recebe a abertura oficial do Festival de Inverno com o concerto do Trio Corrente, grupo de jazz vencedor do Grammy Latino. A apresentação, inédita em BH, acontece no domingo.

Tema
Diante das tragédias que atingiram espaços importantes do país – como o incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no ano passado, e o rompimento de barragens de rejeitos de minério em Mariana (relembrado no espetáculo “Lama”) e Brumadinho –, o festival também lança luz sobre questões como memória e patrimônio. 

“É uma necessidade que a universidade participe dessa reflexão e da proposição de ações nesses âmbitos”, afirma Mencarelli. 

Nesse sentido, o festival coloca em destaque também os próprios espaços geridos pela universidade – todos, edifícios tombados – e o acervo artístico da UFMG, com mais de 1.700 obras. 

SERVIÇO
Festival de Inverno da UFMG, de amanhã a 21 de julho, em diferentes espaços da capital. Confira a programação completa em: ufmg.br/festivaldeinverno