Realizado nesta quarta-feira (12) na avenida do Contorno, no bairro Santa Efigênia, região Leste de BH, o desfile inclusivo batizado de "A diversidade humana na passarela" contou com a apresentação de 12 modelos, entre cadeirantes, plus size e negros para celebrar a diversidade. Além disso, as roupas usadas por eles foram customizadas para cada um de seus corpos e feitas com tecidos reutilizados.

Este foi o primeiro desfile realizado pelo Coletivo Naftalina em parceria com a Associação Mais Acessível (AMA), que contou também com um bazar e uma feira de alimentos. A ideia é que o próximo evento aconteça já no Carnaval do ano que vem. A primeira edição contou com um público de cerca de 100 pessoas. 

"Prezamos a sustentabilidade e a acessibilidade, e também gostamos de incluir as pessoas. Todo mundo que quiser participar dos desfiles vai ser incluído de algum jeito, até porque as roupas são customizadas para cada um, seja cadeirante, homem, mulher ou plus size", conta a idealizadora do evento, Dalva Gonçalves. Os modelos têm entre 12 e 50 anos.

Sem cobrar entrada para ver a apresentação, o coletivo conseguiu arrecadar os recursos necessários para realizar o evento promovendo brechós e outras ações que englobam a moda sustentável.

“Eu gosto de costura, de pegar uma peça que não está na moda e transformar outra linda, que todo mundo pergunta quem fez. Então foi fácil ter roupas para cadeirantes. Para o desfile eu reutilizei tecidos usados e transformei em novas roupas”, conclui Dalva.