Maior sucesso editorial do país, com mais de 25 milhões de exemplares vendidos, Augusto Cury agora também influencia o cinema. A adaptação de seu livro mais conhecido, “O Vendedor de Sonhos”, chega à telona nesta quinta-feira, com direção de Jayme Monjardim (“Olga”, “O Tempo e o Vento”). 

Na história, um psicólogo renomado vai ao parapeito de um prédio alto e tenta se matar, mas é impedido por um mendigo de ótima retórica sobre a importância da vida, mesmo frente aos problemas. 

Monjardim conta que teve contato com a história primeiramente pelo roteiro, para só depois ler o famoso livro. “Foi amor à primeira leitura. Vejo que o grande protagonista do filme é a palavra, e é importante humanizar bastante os personagens para que a palavra seja passada da melhor maneira”, afirma.

A realização deste filme permitiu uma aproximação entre Monjardim e Cury, que contribui com o roteiro, assinado por L. G. Bayão. Os dois chegaram até a viajar juntos para Jerusalém. “Aos 60 anos, pude ter contato com essa pessoa que trabalha a gestão emocional e mostra ao mundo como as pessoas estão doentes e ansiosas. Agora não quero mais fazer nada que não tenha uma ação social. Ainda sou daqueles que querem mudar o mundo”, conta o cineasta, que planeja um próximo filme sobre uma mulher que trabalha como voluntária em um hospital – o primeiro filme dele que terá roteiro original. 

Desconhecido
Para o mendigo visionário de “O Vendedor de Sonhos”, Monjardim quis uma pessoa desconhecida do público brasileiro. Optou pelo uruguaio César Troncoso, com quem havia trabalhado em “O Tempo e o Vento”. 

“Queria um ator desconhecido para que as pessoas não tivessem uma memória afetiva sobre o ator, para que elas realmente pudessem acreditar naquele Mestre. E o César, além de ser um ator que vai muito bem da comédia para o drama, tinha o físico perfeito”, explica o diretor.