Você e seus amigos são trancados em uma sala e têm 60 minutos para decifrar uma série de enigmas para conseguir escapar. Em meio a dezenas de elementos cenográficos, um monte de cadeados que trancam portas e gavetas, onde estão escondidas as senhas para que o mistério seja desvendado. Para ganhar o jogo, os participantes devem usar apenas o raciocínio.

Poderia ser uma brincadeira de RPG ou um jogo de videogame on-line, mas essa experiência pode ser vivenciada presencialmente na Escape 60’, uma casa de jogos que tem feito muito sucesso em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro e que abre uma filial hoje em Belo Horizonte, mais precisamente no bairro Santo Antônio. 

Inicialmente, a filial mineira vai oferecer três salas temáticas ao público: Corredor da Morte, Operação Resgate e Salvem Nossas Almas (S.O.S.). Para participar do jogo, é necessário estar em um grupo de, no mínimo, quatro pessoas e, no máximo, dez. Quanto maior afinidade entre os participantes, melhor é a dinâmica. Somente cerca de 15% dos grupos participantes conseguem ter sucesso nos jogos. 

Todas as três salas de Belo Horizonte foram criadas por Márcio Abraham, um dos quatro donos da rede Escape 60’. Ele se inspirou num formato desenvolvido no Japão, há cerca de dez anos, e que vem se espalhando por vários países. E para que a brincadeira possa ser sempre renovada para um público disposto a voltar e desvendar novos desafios, ele tem criado cada vez mais produtos – em São Paulo, há outras seis salas. 

Corredor da Morte Escape 60
Corredor da Morte – O desafio é fugir da cela para não ir para a cadeira elétrica

Em família
De acordo Teresa Terri, um dos três sócios da filial mineira, o público que busca o serviço é muito variado, mas a maior parte é formada por famílias. “O interessante é que um avô pode ir junto com seu neto de 12 anos e, de fato, compartilhar um momento de lazer. Os aparelhos eletrônicos deixam os meninos muito sozinhos e o avô dificilmente tem proximidade com joguinhos. Geramos oportunidade para as famílias se divertirem juntas”. 

Caso o grupo não consiga sair, ele tem a oportunidade de saber quais seriam os passos dados para conseguir escapar. “O monitor tem obrigação de perguntar se as pessoas querem saber o resultado e normalmente querem. Até para mostrar que é uma coisa lícita”, conta Teresa. 

Serviço: Escape 60 (rua São Domingos do Prata, 707, Santo Antônio, 3656-1020). Diariamente, das 10 às 22h. Agendamento: escape60. com.br. R$ 69 por pessoa