Há quatro anos, calava-se a voz de Amy Winehouse, encontrada morta em sua casa, em Londres. A cantora e compositora inglesa será relembrada hoje, em todo mundo. Na telinha, há poucas opções para quem quer matar saudades da diva. O Canal Bis, por exemplo, exibe, às 22h, o especial “Live At Shepherds Bush”, gravado em Londres, em 2007. No repertório, destaque para composições do segundo álbum de Amy, “Back to Black”, com os sucessos “Addicted”, “Rehab” e “Me & Mr Jones”. O espetáculo tem 55 minutos de duração.
 
Em São Paulo, a produção da peça teatral “M Mais de Perto”, em cartaz no Teatro Itália, está convidando o público a ir de branco, na sessão dessa quinta-feira (23). Em cena, a companhia Dom Caixote mostra a vida de Amy Winehouse em um musical, cuja estreia aconteceu ano passado.
 
Por aqui, a primeira edição do Festival de Inverno de Nova Lima programa a cantora Lica Tito e sua Mr. Jones Band, que, diretamente do Rio de Janeiro, prestam um tributo a Amy Winehouse, que promete levar o poderio da diva britânica para a Lagoa dos Ingleses. Será no sábado (o evento acontece durante todo o dia, a partir das 11h).
 
Virgínia Barros
 
Mas há outras homenagens à musa que não estão necessariamente atreladas a datas. A grife de sapatos Virgínia Barros, por exemplo, criou dois modelos inspirados na cantora britânica. Mas a estilista frisa: “A estampa foi criada pelo artista plástico Paulo André. A gente fez questão de não pegar uma imagem que já existia, criamos uma nossa”.
 
Na “linha Amy”, há uma sapatilha e um sapato “boneca”, com salto de 5 cm, que têm o design na parte dianteira.
 
Documentário não foi abalizado pela família
 
Para Virgínia Barros, Amy sempre foi uma artista querida. “Fiz esta homenagem após a morte dela”, diz, acrescentando que seu trabalho é bastante autoral, e, por isso, fazia todo o sentido incorporar a figura de Amy. “Ela era interessante, uma inglesa super estilosa, e que tinha essa questão de ser muito autoral também”. Virgínia, claro, também é fã da música da diva. 
 
Os sapatos integram uma linha que também traz as figuras de Carmen Miranda e Frida Kahlo. “A Carmen não inventou a plataforma, mas pediu ao sapateiro para fazer sem nunca ter visto uma igual na vida. Ela tinha isso, de criar e fazer o que queria. E a Frida era muito autoral também. Apesar de diferentes, estas três mulheres tinham, em comum, essa característica, além de serem mulheres independentes”.
 
Documentário
 
Amy Winehouse também foi lembrada em dois espetáculos recentes que passaram por BH: a peça “Nômades”, com Malu Galli, Mariana Lima e Andréa Beltrão; e na apresentação de Cida Moreira, “A Dama Indigna”.
 
Em maio, no Festival de Cinema de Cannes, houve a estreia do documentário “Amy”, de Asif Kapadia (“Senna”), que, é bom dizer, foi veementemente refutado pela família da cantora. Em comunicado, o pai de Amy, Mitchell, disse que a produção presta “um desserviço contra os indivíduos e seus familiares que estão sofrendo da complicada aflição do vício”.
 
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