Antes de sair de casa para realizar qualquer tarefa do dia, o designer gráfico Flávio Caciquinho, de 29 anos, já coloca no ouvido o fone plugado no celular. Para ele, música é full time, com uma especificidade. “Só ouço no formato digital, por meio de aplicativos. Não lembro a última vez que paguei por uma música ou comprei um CD”, confessa. 
 
O designer possui quatro aplicativos no smartphone (Superplayer, Rdio, TuneIn e Spotify) que são plataformas de streaming, uma forma de distribuir informação de áudio e vídeo pela internet. 
 
“É muito mais prático, pois está na mão o tempo inteiro. Não tenho que fazer download da música para tê-la no meu telefone. Fora a variedade de canções disponibilizadas por diversas playlists”, justifica ele, que conheceu novas bandas nesses aplicativos.
 
E os CDs? “Tenho alguns guardados, mas nem lembro onde estão direito. São da época que eu tinha discman. Que bizarro pensar que já tive um!”, diverte-se.
 
Assim como Flávio, milhares de pessoas abandonaram os CDs e migraram para os aplicativos de música, como o Spotify, o queridinho do momento. O serviço oferece acesso a uma gama de faixas e o usuário não precisa ocupar toda a memória do aparelho, pois as músicas não ficam armazenadas no dispositivo. 
 
Além do vasto acervo de composições nacionais e internacionais, a maioria dos aplicativos (ou apps, como são mais conhecidos), permite ao usuário compartilhar com amigos o que está ouvindo naquele momento, montar a própria playlist com as faixas preferidas e receber indicações de artistas com o estilo musical preferido. 
 
PEN DRIVE JÁ ERA
 
Com atuação na área de marketing digital, a jornalista Clarisse Simão também migrou para a era dos aplicativos. A moça começou com o oferta gratuita do serviço no Spotfy (que possui algumas limitações), mas logo assinou a versão premium, por R$ 14,90 mensais. 
 
“Com ele escuto música em qualquer lugar, mesmo se estiver offline”. Após a praticidade descoberta, Clarisse abandonou o pen drive com músicas para ouvir no carro e agora conecta o aplicativo ao som do automóvel por meio do bluetooth. 
 
“Mesmo em casa ouço música dessa forma. Pelo tablet ou computador”, enfatiza a moça.
 
O músico mineiro Lucas Avelar, de 31 anos, disponibilizou as criações musicais em vários aplicativos.
 
“A distribuição por meio digital é obrigatória atualmente. O retorno financeiro ainda é menor que o do disco físico, mas é a melhor forma de chegar ao publico, se você não tem uma grande distribuidora”, avalia o músico, que não deixou de lado os vinis e CDs, mas aderiu aos aplicativos também como público consumidor. “Possuo rádios digitais como turnein para descobrir coisas que não conheço”, explica.