O Brasil já ganhou o Oscar, mas de forma indireta, com as estatuetas recebidas pelo ator americano William Hurt e pelo compositor uruguaio Jorge Drexler. É que ambos subiram ao palco da grande festa da indústria americana pela participação em produções brasileiras.
 
Hurt ganhou o Oscar de melhor ator em 1986 por "O Beijo da Mulher Aranha", dirigido pelo argentino, radicado no Brasil, Hector Babenco. Protagonizado ainda por Sônia Braga e Raul Julia, também concorreu nas categorias de melhor filme, direção e roteiro adaptado. 
 
Em 2005, "Diários de Motocicleta", de Walter Salles, faturou o prêmio na categoria de melhor canção: "Al Otro Lado do Rio", composta por Drexler. A biografia do guerrilheiro Che Guevara, focada em sua juventude, também foi lembrada na categoria roteiro adaptado.
 
Na cerimônia de amanhã, o país tem mais uma chance de levar sua estatueta, já que "O Sal da Terra", concorrente entre os documentários, tem produção brasileira. E melhor: o personagem é um mineiro, o fotógrafo Sebastião Salgado, que seu trabalho acompanhado pelo alemão Wim Wenders e pelo filho Juliano Salgado.