JK Rowling deve estar com uma pontinha de inveja. Não que a saga Harry Porter tenha caído no ostracismo. Mas, é fato: os queridinhos teens da vez são Katniss (Jennifer Lawrence), Peeta (Josh Hutcherson) e Gale (Liam Hemsworth), trio que recheia mais um título da saga “Jogos Vorazes”: “A Esperança – Parte 1”. No Brasil, a fita ocupando quase metade do parque exibidor nacional.

Sim, o longa é apontado como a maior estreia da história do país. Segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine), das 2.800 salas existentes, 1.300 estão exibindo “Esperança”.

Mas o quê, afinal, há de tão especial nesse blockbuster que mistura ficção científica e mitologia? Para uma turminha expert na franquia, há o consenso: “a história de amor entre os três protagonistas”, resumem as estudantes Bárbara Oliveira, de 14 anos e Ana Aline, 21.

Uma mocinha valente que está com o coração dividido entre dois heróis? “Sim! E ela tem que escolher por um deles e ainda salvar o seu povo”, explicam as estudantes Hannah Brito, 14, e Bruna Santos, 22.

“Mas, para mim, é bastante sombrio, quase deprimente, na verdade. É porque cresci assistindo a filmes como ‘Dumbo’ e ‘A Bela Adormecida’. Saio do cinema exausto depois de assistir a ‘Jogos Vorazes’”, confessa, aos risos, o publicitário Ronald Magalhães, pai de Bárbara.

Para Beatriz Diniz – que, aos 11 anos, vê no romance de aventura inspiração suficiente para ir ao cinema vestida (dos pés à cabeça) como a heroína Katniss –, “Esperança” serviu ainda para um mergulho na leitura. Explica-se: “Jogos Vorazes” é baseado no best-seller da escritora de literatura infantojuvenil Suzanne Collins.

“Como estava demorando demais para lançarem o último filme, acabei lendo o livro todo”, revela Beatriz. Mas, então você já sabe o final do filme? “Sei, mas isso não tem o menor problema”, garante, sem pestanejar.