Não basta ter recursos, é preciso saber onde investi-los. Por isso a importância de um Plano Estadual de Cultura, que foi enviado para ser debatido e votado pela Assembleia Legislativa no ano que vem.

Essa é uma das ações que a secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, deixa para seu sucessor – ainda não escolhido pelo governador eleito Fernando Pimentel.
 
Quem chegar para trabalhar na secretaria vai encontrar um grande número de documentos com dados, avaliações e diagnósticos sobre a cultura em diferentes partes do Estado.

“Todos os processos foram deixados de forma organizada para a nova gestão”, afirma Eliane Parreiras, que é a entrevistada da Página 2, publicada às segundas-feiras no Hoje em Dia.

A secretária espera que a nova gestão dê continuidade a grandes programas desenvolvidos nos últimos anos, como o Minas Patrimônio Vivo e as iniciativas de descentralização da cultura.

Um grande projeto que sofreu um abalo este ano foi o Programa Música Minas. Feito por meio de uma parceria entre Fórum da Música (que entra com a força de trabalho) e a Secretaria Estadual de Cultura (que entra com a verba), a iniciativa financia viagens de músicos e produtores culturais para outros Estados e países.

O convênio não foi assinado em 2014 por decisão do próprio Fórum da Música, porque havia saldo da edição anterior, gerida pela entidade musical Valemais.

Mas o programa não foi suspenso. O trabalho foi assumido pela própria secretaria, para que não acabasse interrompido nos últimos seis meses.

“É um programa muito complexo, porque requer uma agilidade estrutural de produção que o poder público não tem”, diz a secretária. “Entendendo que o programa não poderia ficar sem acontecer, decidimos fazer por seis meses, mantendo editais e ações até dezembro”.

Eliane garante que os recursos para o Programa Música Minas estão garantidos no orçamento de 2015 – ainda não aprovado pela Assembleia Legislativa.

A secretária deixa também para o sucessor novos equipamentos públicos, como a Estação da Cultura Presidente Itamar Franco (no Barro Preto), o Museu da Gruta Rei do Mato (em Sete Lagoas) e outros sete museus de BH e interior.