Belo Horizonte ganha ares cosmopolita a cada ano. De forma frenética. Para surfar nessa onda acontece, desta sexta-feira (20) a domingo (22), no Circuito Cultural da Praça da Liberdade, o “Arte Solo” – apresentações e espetáculos dos mais variados matizes culturais, incluindo hip hop, dança clássica, teatro, música, circo. A intenção é essa mesma, a de abarcar o público em geral, de todas as faixas etárias e classes sociais. Interessante também que serão os artistas daqui, da terrinha, que vão dar um tempero a esse caldo cultural.

Diretor artístico do projeto, que estreia em Belo Horizonte, Ramon Coelho diz que a iniciativa é democratizar, sem rodeios, a cultura. “Vamos democratizar isso, todas as linhas, o hip hop, a dança clássica, Fernando Sabino (com exposição sob curadoria do filho Bernardo Sabino), mesmo para o público e em termos de linguagem, uma linguagem multicultural. A meta é popularizar esse segmento tão difícil”, observa. Ainda mais quando se trata de apresentações solo.

Apaixonado por Minas, esse carioca – que se diz cidadão do mundo e que trafega, a trabalho, no triângulo Minas, São Paulo e Rio de Janeiro – trouxe essa ideia para cá, cativado pela beleza do espaço da Praça da Liberdade.

Cheiro de Brasil

A capital paulista era o destino dessa primeira intervenção artística aberta. Mas a rota agora é outra. “Esse projeto vai estrear em Belo Horizonte, após uma batalha de dois, três anos. Fiquei apaixonado pelo Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Um amigo me falou da Praça, estive lá no Natal, depois voltei em janeiro. Fiquei louco (com o que viu) e resolvi: vou fazer em BH”, ressalta Coelho, que manda um recado: “Minas tem mais cheiro de Brasil, quero que a mineirada aproveite”.

A proposta é realizar novamente esse evento no ano que vem, na mesma época, em Belo Horizonte, e levá-lo também para o Rio de Janeiro e São Paulo, com artistas desses estados.

Ramon Coelho – que já trabalhou com Raul Seixas, Oswaldo Montenegro, Leandro Hassum, entre tantos – destaca que, para a escolha de artistas para o “Arte Solo”, foi observado, entre outras coisas, a logística do espaço. “Partiu de uma intuição. Os amigos que conheço em Minas trouxeram suas ideias. Na verdade, não existiu uma seleção; não houve aquela história do pior, do melhor, nada disso. Foi de acordo com as possibilidade de palco, de rua, de patrocínio, de apoio logístico”, frisa Coelho, que esteve em Minas pela primeira vez na década de 1980, com o espetáculo “Cristal”, de Oswaldo Montenegro.

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