A exposição "Nelson Brasil Rodrigues – 100 Anos do Anjo Pornográfico – O Teatro", que deu o pontapé inicial nas comemorações e homenagens pelo centenário do autor (1912-1980), finaliza em Belo Horizonte sua itinerância pelas representações da Fundação Nacional de Artes.

À convite da Funarte, os curadores Crica Rodrigues e Nelson Rodrigues (filho) fizeram um recorte na extensa e variada obra do polêmico dramaturgo brasileiro e apresentam histórias de suas 17 peças teatrais.

Textos do próprio autor, de diretores, matérias de jornal, programas das peças, críticas e históricas fotos, desde a estreia com "A Mulher Sem Pecado" até "A Serpente", sua última peça, fazem a fotografia da época em painéis deslizantes que levam a um passeio pelo que o crítico Sábato Magaldi chamou de "O Teatro Desagradável": as peças psicológicas, as míticas, chegando às tragédias cariocas.

O cenógrafo Ronald Teixeira (vencedor do Golden Triga, maior prêmio de cenografia do mundo, na Quadrienal de Praga), a premiada luz de Aurélio de Simoni e a sensibilidade de João Schmid que, com Nelsinho, fez a seleção da trilha sonora ambiente, trazem à exposição o calor da alma humana, muito bem descortinada na obra teatral de Nelson Rodrigues.

O áudio de uma entrevista concedida pelo autor à Fernanda Montenegro, em 1974, no Serviço Nacional de Teatro, será disponibilizado em fones. Sua máquina de escrever e uma roupa de seu uso pessoal ficarão expostos, assim como alguns documentos.


Serviço

Funarte MG (rua Januária, 68, Floresta – 3213-3084). Abertura: nesta terça-feira (22), às 19 horas. Visitação: de segunda a sexta, das 10 às 18 horas. Até 20/12.