Explosão imobiliária: guia básico para alavancar as vendas de forma digital

Opinião / 10/02/2021 - 06h00

Glauco Farnezi*

Ao contrário de muitos setores, o imobiliário pouco foi impactado com a pandemia e, diferentes de alguns cenários, se tornou um dos motores da economia, recebendo inclusive a atenção do governo com a baixa dos juros. Mesmo com o atropelo do coronavírus, a previsão de expansão prevê excelentes resultados nos próximos cinco ou dez anos, uma afirmação que foi feita pelo próprio ministro da economia.

Se olharmos o copo mais cheio do que vazio, o isolamento social foi a virada de chave das construtoras e incorporadoras para a adesão de processos digitais, que patinavam para decidir a sua adoção. A lição deste período foi a de que é possível ganhar competitividade com a tecnologia, mesmo sabendo que o modelo físico não deixará de existir.

A forma híbrida de consumir se tornou tendência. Aquele receio das empresas de que os processos digitais poderiam não ser bem aceitos pelos consumidores caiu por terra e ficou claro que as pessoas estavam prontas, enquanto as empresas é que eram inseguras. A certeza agora é que o consumidor quer vivenciar a experiência e ter juntamente a praticidade dos recursos digitais. Esse é o caminho.

Porém, não basta contratar novas tecnologias ou adotar a realidade virtual para estandes digitais, por exemplo, além de outros recursos disponíveis. É preciso criar um plano para as mudanças e ser pé no chão sobre como e por onde começar. A dica é aderir a aplicações digitais pontuais e avançar à medida que a experiência vai ampliando.

Mas qual o ponto de partida? Comece pela adoção do modelo de lançamento digital, que vai do pré-lançamento, passando pela abertura de venda até finalizar com a análise de resultados. Aderindo às principais etapas deste ciclo, é possível alcançar um resultado além do esperado, principalmente porque o lançamento sempre foi o principal evento de vendas das incorporadoras e, fazendo-o de forma híbrida, a tecnologia ampliará a eficiência das ações que deixam de ser apenas presenciais.

Para iniciar esta jornada, no pré-lançamento, é fundamental munir os corretores de informações e disponibilizá-las para fácil acesso, além de centralizá-las num ambiente digital para evitar que os profissionais se percam entre mensagens e e-mails. A aposta está em fornecer tabelas de preços e materiais de vendas para que eles compartilhem com seus clientes, o que vai empoderar e dar mais autonomia ao corretor.

Na etapa seguinte, antes da abertura das vendas, o primeiro passo é montar as pastas para enviar digitalmente os documentos dos clientes que estão interessados no empreendimento que será lançado. Neste formato, o incorporador tem mais agilidade na análise e o corretor recebe o retorno com mais rapidez, o que traz credibilidade ao processo, além de previsibilidade para as vendas no dia do lançamento. 

Com o interesse confirmado e o imóvel reservado, é o momento do envio das propostas e assinaturas, tudo digitalmente.

Por fim, com a análise de resultados, é possível avaliar a efetividade de toda a estratégia de captação adotada, desde as campanhas digitais às indicações dos corretores, assim como a quantidade de conversões de vendas. Tais taxas são essenciais para verificar o desempenho dos esforços de marketing e venda, o que dará base para planejar os próximos eventos.

Um novo ciclo do mercado imobiliário está acontecendo e é visível o volume de lançamentos. Mas as restrições do distanciamento social continuam e, além de não poder esperar este cenário ser alterado tão cedo, o consumidor mudou e quer uma experiência digital mesclada aos moldes tradicionais. A dica é avançar no digital, tornar o processo híbrido e aproveitar a boa maré do mercado.

* CEO da Facilita, desenvolvedora do app Facilita, primeiro aplicativo para gestão digital de venda de imóveis

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