A Black Friday completa 10 anos no Brasil com um alcance inédito até agora. Em 2019, além das já tradicionais promoções de eletroeletrônicos e do comércio virtual, onde assistimos a data se firmar, há uma ação mais concreta nas ruas e até shoppings 'virando' a madrugada. 

Dentre as campanhas mais chamativas pelo inusitado do apelo, o destaque vai para cemitérios e motéis. No caso dos cemitérios, no entanto, é preciso esperar 90 dias para usufruir do produto ou serviço. Ou seja, nada de aproveitar a Sexta-Feira Negra com um familiar nas últimas, porque tem carência.

Se o objetivo for desfrutar de um prazeres da vida em uma suíte especial, nova limitação. É Black Friday, mas o desconto só vale na Black Monday, porque sexta já é um dia nobre para os motéis. Então, para curtir um pernoite pela metade do preço, é preciso ser romântico na segunda-feira. 

E a lógica segue nos descontos apenas em peças selecionadas, que não costumam ser exatamente a seleção dos nossos sonhos de consumo. 

Então, além de ficar esperto para não pagar a metade do dobro ou cair nos links maliciosos de hackers, o consumidor deve saber que não precisa se sentir pressionado por não colocar o cartão de crédito para trabalhar nesta sexta, mesmo que tenha um recurso extra vindo do 13º salário ou do FGTS.

A magia do varejo já transformou o Dia do Consumidor (15 de março, marco da conscientização sobre direitos a serem cobrados e respeitados) e o Dia da Liberdade de Impostos (entre maio e junho, inicialmente um protesto contra a alta carga tributária) em datas de megapromoções. 

É claro que não há mal em conferir e aproveitar os descontos dos produtos que precisamos ou desejamos. Mas só é um bom negócio de verdade se a compra não for decidida no impulso de fazer parte da onda de consumo, só para não ficar de fora.

Não é preciso ter vergonha de "perder" a oportunidade do ano, se ela não for de verdade para você.