A Polícia Civil colheu material genético do suspeito de assassinar duas mulheres em Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, na região central de Minas Gerais. O homem, conduzido à delegacia na noite de ontem (25), alegou que as marcas de arranhões em seu corpo seriam resultado de uma briga de rua. Ele já teria cumprido sete anos de prisão por estupro e estaria solto há seis meses.

Após prestar depoimento à Polícia Militar e ceder DNA para os laudos periciais, o suspeito foi liberado. A Polícia Civil agora espera o resultado dos exames que dirão se o material genético do sujeito é compatível com o encontrado no corpo das vítimas. Com o resultado das análises, será possível dizer se os homicídios foram praticados pela mesma pessoa e se as mulheres foram violentadas sexualmente. 

A investigação teve início no último domingo (23), quando o primeiro corpo, de Ingred Michelle Rosa, de 34 anos, foi encontrado durante as buscas por outra mulher que havia desaparecido dois dias antes, a zeladora Caetana Aparecida Felipe Melchiades, de 47 anos, encontrada na segunda-feira (24) seguinte. 

Ingred já estava desaparecida há 11 dias e foi encontrada por investigadores e militares do Corpo de Bombeiros em uma cova rasa, ao contrário de Caetana, que não teve o corpo sepultado. As duas vítimas estavam a poucos metros de distância uma da outra, nuas e com os pertences próximos ao corpo.