Mesmo sem uma data definida, a previsão é de que as faculdades de Belo Horizonte retomem as atividades antes das instituições de ensino fundamental. Para as unidades que atendem crianças, a indicação de retorno das aulas presenciais será quando a metrópole apresentar cinco casos ou menos a cada cem mil habitantes, conforme já anunciado pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da capital.

Já para o ensino médio e universidades, o índice previsto será de 50 por cem mil habitantes. A informação foi dada na tarde desta segunda-feira (28), durante entrevista coletiva na sede da prefeitura.

De acordo com o prefeito Alexandre Kalil, em termos de responsabilidade, "não se pode comparar aluno de universidade com aluno de escola infantil".

A volta das escolas virou tema polêmico na metrópole. Nos últimos dias, protestos contra e a favor da retomada foram realizados na cidade.

Na última segunda-feira, após o Colégio Militar tentar receber os alunos na unidade da capital, o assunto foi parar nos tribunais. A decisão da instituição, ligada ao Exército Brasileiro, também levou a prefeitura a cassar os alvarás de funcionamento de escolas e universidades.

Segundo Alexandre Kalil, a suspensão da autorização visou a impedir uma corrida jurídica por parte das escolas.

De acordo com o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), todas as escolas particulares receberam, em julho, um Documento de Orientação feito em parceria com a Associação Mineira de Epidemiologia e Controle de Infecções, com todas as mudanças e adaptações que as instituições precisam adotar para o retorno presencial, quando autorizado. 

A entidade pediu para que o prefeito reveja o recolhimento de alvarás, "uma vez que não tem efeito prático algum, já que as escolas não reabriram ou ameaçaram forçar uma reabertura em Belo Horizonte. Desde o início da pandemia o Sinep-MG se posicionou com respeito às decisões dos órgãos de saúde, únicos responsáveis pelo controle deste vírus que já nos tirou tantas vidas".

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