A cassação dos alvarás de escolas e faculdades em Belo Horizonte, determinada pela prefeitura na semana passada, foi uma medida para evitar uma corrida das instituições de ensino aos tribunais, após o anúncio da reabertura do Colégio Militar, que acabou fechado após um dia de aula e se tornou alvo de várias decisões judiciais conflitantes. A explicação foi dada pelo chefe do Executivo municipal, Alexandre Kalil, na tarde desta segunda-feira (28), durante entrevista coletiva.

"Foi uma saída que achamos para não haver descontrole, uma fila indiana de pedidos na Justiça", frisou.

Ainda de acordo com o prefeito, pesquisas indicam que os pais não querem a volta das aulas. "Você vai num bar se você quiser, na Feira da Afonso Pena se você quiser. Mas na escola a criança é obrigada a ir".

O prefeito criticou pessoas que estão levantando o tema para politizar a proibição do retorno das atividades escolares. Inclusive, citou exemplos de países como França e Alemanha que foram abrigados a suspenderem as escolas após poucos dias de reabertura.

Secretário municipal de Saúde, Jackson Machado destacou que apenas quando a cidade registrar cinco casos de Covid-19 por cem mil habitantes é que as escolas fundamentais e de ensino médio voltarão a ter atividades presenciais. Já para instituições de ensino superior, 50 casos para cada cem mil habitantes.

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