A Copasa negou que esteja realizando racionamento no abastecimento de água em pelo menos 23 municípios de Minas Gerais. O posicionamento da companhia veio após um questionamento formal feito pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG).

Segundo a Copasa, problemas operacionais como paralisações para correção de vazamentos e substituição de registros de manobra, rompimentos de redes, correção de vazamentos não-visíveis e problemas eletromecânicos, como a quebras de bombas usadas para a distribuição de água, foram os responsáveis pelas falhas nos abastecimento.

Ainda na resposta, a Copasa alegou que a falta de chuva, que impacta na vazão de captações superficiais e poços, aliada às altas temperaturas – que, segundo a concessionária, fazem o consumo aumentar substancialmente, em especial nos fins de semana e feriados – também contribuem para as dificuldades nos abastecimento.

A Copasa informou também que, para evitar as falhas no abastecimento, tem adotado medidas como manobras nos sistemas para atendimento a diferentes áreas de maneira mais equilibrada, trocas de equipamentos, pesquisas para identificação de vazamentos na rede de distribuição, interligação de novos poços, utilizados apenas em períodos críticos, manobras nos sistemas para atendimento a diferentes áreas de maneira mais equilibrada, execução de pesquisas para detecção de ligações clandestinas, construção de redes de reforço e transposição de alguns sistemas, para reforço de sistemas vizinhos.

Consumo consciente

As reclamações que levaram a Arsae a enviar o questionamento à Copasa foram feitos por moradores, entre 10 e 13 de setembro, das cidades de: Araçuaí, Barão de Cocais, Belo Horizonte, Betim, Conceição do Mato Dentro, Contagem, Diamantina, Esmeraldas, Espinosa, Igarapé, Iturama, Juatuba, Machacalis, Patos de Minas, Pompéu, Ribeirão das Neves, Salinas, São Gotardo, São Sebastião do Paraíso, Sarzedo, Serro, Teófilo Otoni e Vespasiano.

Em nota, a Arsae-MG disse que os problemas de abastecimento informados pelos consumidores, embora sejam importantes de serem observados, não podem “ser enquadrados como racionamento nos moldes da Resolução Arsae-MG 68/2015”.

Entretanto, a Agência disse que “tal situação pode afetar a oferta de água. Quando isso ocorre e somam-se os problemas comuns à operação dos sistemas (problemas operacionais citados acima) ocorrem impactos significativos no abastecimento, especialmente nas partes altas, que demoram mais tempo para serem abastecidas”.

A Arsae-MG alertou à população quanto à economia da água. “É fato que o consumo consciente não vai garantir a solução de todo o problema, ou fazer com que sejam desnecessários investimentos. Apesar disso, o consumo consciente faz com que as pessoas situadas nas partes altas possam ser abastecidas com mais agilidade em tempos mais críticos para o abastecimento”, esclareceu a agência em nota.

Leia também:

Presidente da Copasa não vê risco de desabastecimento no Estado