Três sobreviventes do acidente aéreo que deixou três mortos na manhã desta segunda-feira (21) no bairro Caiçara, região Noroeste de Belo Horizonte, correm risco de morrer. A informação foi passada pela cirurgiã Kelly Danielle de Araújo, coordenadora do Centro de Queimados do Hospital João XXIII, onde as vítimas estão internadas no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).

Apesar de não falar de casos isolados dos internados, a médica informou que eles passam por protocolos específicos do hospital, referência nesse tipo de socorro. De acordo com o último boletim divulgado pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), um dos feridos, de 29 anos, teve 96% do corpo queimado. Outro, de 32 anos, teve 55%; e o último, de 33 anos, teve 32%.

“Todos eles são considerados grandes queimados. E todo grande queimado tem risco”, disse a cirurgiã, quando questionada se os pacientes corriam risco de morte. Ela ainda ressaltou que, além das queimaduras externas, as vítimas tiveram comprometimento das vias aéreas. “Inalaram fumaça quente, que vai para o brônquio, o pulmão e afeta diversos órgãos”, ressaltou.

De acordo com a médica, agora eles devem passar por uma série de tratamentos com fisioterapeutas, nutricionistas e outros profissionais para evitar novas doenças e fortalecer o sistema imunológico. “Esses pacientes têm risco de infecção. Por isso, estamos fazendo todo esse atendimento. Em seguida vamos fazer o trabalho de enxerto de pele como curativo das feridas”, explicou.

Acidente

A queda do avião deixou três mortos e três feridos. Antes de cair, a aeronave atingiu a rede elétrica e explodiu. Três carros foram destruídos pelas chamas. Os momentos da decolagem e da queda foram registrados por moradores do Caiçara.

O acidente aconteceu  no cruzamento das ruas Minerva com Rosinha Sigaud, próximo ao Aeroporto Carlos Prates. Os destroços ficaram espalhados na rua e uma densa fumaça escura tomou conta da região.

As três vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital de Pronto-Socorro João XIII. Os três corpos foram resgatados e encaminhados para o Instituto Médico Legal de BH.

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