O Corpo de Bombeiros precisou realizar manobras de reanimação em um rapaz de 20 anos que ficou desacordado após um princípio de afogamento na lagoa da Barragem Santa Lúcia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde desta quarta-feira (23).

Segundo a corporação, o jovem nadava com amigos na lagoa, onde o banho é proibido, quando desapareceu. Os amigos notaram o sumiço do rapaz e começaram a procurá-lo na lagoa. Quando encontraram, chamaram os bombeiros. 

Ao chegarem ao local, os militares perceberam que o jovem não respirava, mas ainda tinha pulso. Eles realizaram, então, as manobras de ressuscitação e a vítima voltou a respirar, ainda que com dificuldades. O rapaz foi levado ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

Na beirada da lagoa, há placas que proíbem o nado no local, dez delas instaladas somente neste mês. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, responsável pela regra, as águas da barragem são impróprias para nado por constituírem um lago urbano, o que oferece uma série de riscos a qualquer atividade recreativa no local. No entanto, um vídeo gravado no local mostra os jovens que estavam com a vítima voltando a nadar logo após a saída dos bombeiros.

Cuidados

Para evitar que acidentes como o desta quarta-feira se repitam, o Corpo de Bombeiros recomenda uma série de medidas de autoproteção e segurança que devem ser tomadas mesmo por quem sabe nadar.

- Procure sempre local onde exista a presença de guarda-vidas ou do Corpo de Bombeiros Militar.

- Não entre em águas poluídas ou em locais onde há aviso de perigo.

- Fique atento e respeite as placas e faixas de advertência.

- Nunca nade sozinho.

- Não faça brincadeiras de mau gosto (caldos, trotes, saltos). 

- Não entre na água para tentar salvar outra pessoa! Você pode se transformar em mais uma vítima.

- Sem se aproximar da vítima, tente lançar um galho, uma boia, uma corda ou outro objeto para que ela flutue e possa ser puxada até um local seguro.

- Após a retirada mantenha a pessoa aquecida, sentada se estiver consciente, ou deitada lateralmente se inconsciente, até a chegada dos bombeiros.