Um homem, de 33 anos, foi baleado por um sargento da Polícia Militar (PM) na porta do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, na madrugada deste domingo (14). De acordo com a PM, o quadro de saúde da vítima é estável e não há risco de morte. Ele segue internado no hospital sob escolta policial.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a confusão começou em um posto de combustível na avenida Cristiano Machado, no bairro Cidade Nova, na região Nordeste da capital.

De acordo com o relato, a guarnição foi chamada ao local por funcionários do posto. Segundo o sub-gerente do estabelecimento, às 3h30, dois homens, um de aproximadamente 60 anos e o outro, “alto, forte e aparentando 30 anos", chegaram ao posto. Um deles carregava um galão de plástico e pediu ao funcionário que colocasse combustível no recipiente. O sub-gerente respondeu que não seria possível, pois o galão não possuía selo de segurança do Inmetro.

A partir desse momento, sem motivos, o homem de 30 anos passou a agredir o sub-gerente com socos no rosto, cabeça e costela. Na tentativa de se desvencilhar das agressões, ele se escondeu do agressor no vestiário do posto. Porém, o homem o perseguiu e, com socos, quebrou a porta de vidro da sala.

Os estilhaços atingiram o autor que, sangrando, ameaçou o funcionário de morte. “Se eu continuar vivo, vou voltar aqui e matá-lo”, disse o agressor, segundo o boletim de ocorrência. 

Em seguida, a guarnição da PM chegou ao local e abordou o homem, que xingou os militares e continuou violento. Os policiais tentaram acalmar o agressor para que ele entrasse na viatura e fosse conduzido a um pronto-socorro. 

Após conseguir convencer o homem, os policiais o conduziram ao Hospital João XXIII. Quando chegaram ao local, o homem mudou de comportamento e ameaçou que “se saísse vivo dali, mataria os policiais”. 

Ainda na porta do hospital, o autor foi colocado em uma maca para realização da ficha de atendimento médico, mas se levantou e  agrediu o sargento com uma “cabeçada” no nariz. 

O militar sacou a arma e deu ordem para que o homem se afastasse, mas não foi obedecido. “Após recuar aproximadamente 6 metros e ficar encurralado na parede do hospital, vendo a possibilidade de o autor lhe subtrair a arma de fogo que estava em suas mãos, o sargento efetuou único disparo que atingiu o braço direito, tendo o projétil transfixado atingindo o abdômen superficialmente, sem afetar órgãos vitais”, relata o boletim. 

O homem foi atendido no local e passou por cirurgia no braço e abdômen.  Não há informações da PM sobre possíveis medidas em relação à conduta do policial.