Quatro representantes de uma empresa que prometia vagas de emprego para menor aprendiz foram presos nessa quinta-feira (28) pela Polícia Civil de Minas. Os candidatos pagavam por um curso que garantia o emprego mas, após o pagamento, não havia vaga. 

De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em fevereiro deste ano, depois que um representante legal de um dos adolescentes registrou um boletim de ocorrência, denunciando que os estelionatários encontravam o contato telefônico das potenciais vítimas em sites que ofereciam vagas de emprego para menores. Os representantes legais eram, então, contatados por telefone e recebiam a falsa promessa, geralmente pagando entre R$ 1 mil e R$ 2 mil pelos cursos de capacitação.

A delegada Danúbia Quadros, responsável pelas investigações, explicou que, desde 2017, os investigados abriam e fechavam empresas, burlando as autoridades e enganando as vítimas, que chegam a mais de 100 pessoas. Os levantamentos apontaram que os suspeitos abriram, aproximadamente, sete empresas nesse período. 

Na ação, realizada pela Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor (Decon), foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, sendo uma pessoa presa preventivamente, e outras três em flagrante. Os mandados foram cumpridos em Nova Lima, na região metropolitana, e em Belo Horizonte, onde os crimes ocorriam. 

Segundo a Polícia Civil, entre os presos estão dois homens e duas mulheres, sendo que três deles já acumulam passagem pelo crime de estelionato. Na residência de um casal de suspeitos, foram apreendidos documentos referentes às empresas que foram abertas. Uma das suspeitas confirmou à polícia que participou do esquema criminoso, mas que teria saído do grupo em de setembro deste ano.

Alerta

O chefe da Divisão de Fraudes, delegado Eric Brandão, chama a atenção para o potencial de dano dos golpes. “Estamos em um momento de desemprego e estelionatários se aproveitam da vulnerabilidade dessas pessoas, que sonham com um primeiro emprego, às vezes, as colocando em situações muito precárias”, afirma.

O delegado ressalta que é preciso ficar atento a ofertas de emprego como essas. “É incomum que uma vaga garantida de emprego seja oferecida por telefone. Portanto, em caso de suspeita, deve-se buscar informações sobre a procedência daquela empresa e desconfiar das condições impostas”, completa.

A autoridade também orienta não depositar ou realizar qualquer pagamento antes que a vaga seja garantida, e nunca passar informações pessoais antes de assinar um contrato.

No caso de conhecimento de outras vítimas desse tipo de golpe, a PCMG orienta que procurem uma delegacia ou a Decon. As investigações seguem para apurar a participação de outros envolvidos.

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