O preço da cerveja pode ficar até 10% mais caro para o consumidor brasileiro. É o que afirma a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), nesta quarta-feira (29). Para a associação, o aumento é o reflexo do cenário econômico do país.

De acordo com o presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel, o que se vê é um repasse da inflação que pressiona toda a população, os bares, restaurantes e a cadeia de produção como um todo. "A alta dos combustíveis, a alta da energia, tudo isso acaba puxando o preço dos produtos para cima, incluindo o da cerveja”, afirma.

Segundo ele, o repasse ao consumidor deverá ser entre 7% e 10%, de imediato. O gestor conta que a notícia também não é bem recebida pelo setor, diante das dificuldades dos estabelecimentos em se manterem abertos e pagarem as contas no período durante e pós-pandemia. “Hoje, 37% dos nossos bares e restaurantes continuam operando no prejuízo. Eles vão precisar repassar o valor da mesma forma que os supermercados repassam. Infelizmente vamos ter que passar para o consumidor e ele está vendo que é justo”, declara.

Ambev

Nesta quarta, pela manhã, o jornal Folha de São Paulo havia publicado uma reportagem afirmando que a Ambev, maior produtora de cervejas do país, informou aos seus clientes e distribuidores que fará um reajuste no preço dos seus produtos.

Sem confirmar a informação divulgada pelo jornal, a assessoria da Ambev disse que a empresa faz ajustes periódicos e os reajustes variam de acordo com as regiões, marca, canal de venda e embalagem. A empresa é responsável pela venda das cervejas mais consumidas no Brasil, dentre elas a Brahma, Skol, Antártica, Bohemia, Budweiser, Stella Artois, Beck´s e Corona.

Apesar da notícia do aumento, o presidente da Abrasel-MG é otimista. “A gente acredita que a venda da cerveja vai continuar subindo mesmo com esse aumento, porque esta chegando o verão, o tempo está quente, é a cerveja é a bebida preferida do brasileiro”, conclui.

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