A umidade relativa do ar poderá atingir esta semana índice abaixo do nível crítico, que é de 12%, em parte do Estado de Minas Gerais. O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O órgão informou que, neste domingo, os indicadores já beiravam o nível crítico, com variações entre 12% e 30% nas regiões de Minas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que a umidade fique entre 50% e 80%. Números abaixo disso são prejudiciais para a saúde, podendo causar desconforto nos olhos, boca e nariz, ressecamento da pele e dores de cabeça. Para o meio ambiente, o tempo também representa perigo, pois aumentam o risco de incêndios florestais. 

O Inmet explica que a elevação da temperatura e redução da umidade do ar é consequência de uma massa de ar quente, que é comum nessa época do ano. O período entre o final do inverno e início da primavera forma esse ar seco, que é caracterizado pelo calor e falta e escassez de chuvas. A tendência é que esse cenário só mude no final do mês. 

A previsão do Inmet é que, a partir de 20 de setembro, pode começar a chover ao Sul de Minas e na Zona da Mata. No resto do Estado, as chuvas só vêm em outubro. 

Os alertas informam que, nas regiões Central Mineira, Oeste e Sul/Sudoeste de Minas, a umidade está entre 12% e 20%. No Vale do Rio Doce, Campo das Vertentes, Metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Mucuri e Zona da Mata, as estações meteorológicas registram variações entre 20% e 30%.

Já no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Noroeste de Minas e Norte de Minas, a situação é mais crítica, e a umidade está abaixo de 12%.

Além de beber muita água, umidificar o ambiente e evitar a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, esse tempo requer outros cuidados especiais. Segundo a Defesa Civil, não é recomendado praticar atividades físicas e nem consumir bebidas diuréticas, como café a álcool. 

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