O belo horizonte da capital mineira está menos bonito e, nos últimos dias, tem apresentado uma coloração acinzentada. O motivo é multifatorial: falta de chuva prolongada, poluição urbana, queimadas e ausência de ventos fortes. Quem explica é o meteorologista Claudemir Félix, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em BH.

“Estamos com um sistema de massa de ar seco atuando. Consequentemente, ele deixa as condições meteorológicas mais estáveis, ou seja, o vento está fraco, deixando os poluentes aglutinados na atmosfera”, afirmou Félix. Segundo ele, esses poluentes são aerossóis emitidos por automotores, como carros, ônibus e motos, e fuligens dos incêndios.

Aliás, haja fogo. Só no feriado prolongado de Independência, comemorado entre sexta (3) e essa terça (7), foram mais de 700 focos em Minas Gerais, segundo o Corpo de Bombeiros, incluindo casos na capital e em cidades da Região Metropolitana de BH. “Isso tudo faz com que tenhamos coloração cinzenta no céu”, completou o especialista.

Segundo o estudioso, apenas uma precipitação alongada, ‘lavando’ a atmosfera e dissipando a poluição, pode melhorar o cenário atual. Infelizmente, no entanto, não há previsão de chuva prolongada pelos próximos dias na cidade, apenas precipitação isolada no fim de semana. A última chuva mais prolongada em BH foi registrada de 5 a 10 de março deste ano. Pancadas pontuais de chuva, porém, ocorreram no mês passado.

“E é comum nessa época (o céu cinza). É fim do inverno, fim do tempo seco, é uma época de transição do período seco para o período de chuvas”, finalizou Félix.

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