As medidas sanitárias adotadas contra a Covid-19 ajudaram a barrar o sarampo em Belo Horizonte. O uso de máscara e o distanciamento social – com escolas fechadas – contribuiram para que nenhum caso da doença, também transmitida por via respiratória, fosse registrado até agosto deste ano na capital. Apesar disso, ainda existe uma preocupação com a vacinação contra a enfermidade, altamente contagiosa e que pode matar. 

Os impactos começaram a ser percebidos em 2020, quando a metrópole teve apenas oito diagnósticos, sendo todos no primeiro semestre. Em 2019, antes da pandemia, foram 55 notificações. A queda também foi percebida em Minas, que não teve outras confirmações nos primeiros oito meses de 2021. 

Impactos começaram a ser percebidos em 2020, quando a capital teve apenas oito casos de sarampo. Em 2019, antes da pandemia, foram 55. Ainda assim, o infectologista Unaí Tupinambás recomenda a vacina como melhor forma de prevenir essa doença, que mata.

Mais males

As medidas de controle ajudaram não só no sarampo, mas na contenção de outras doenças. Médica da família, a residente do Hospital Municipal Odilon Behrens Gabriela Marques aponta que observou uma “redução geral de doenças agudas da infância, porque grande parte é infectocontagiosa”. 

O infectologista Unaí Tupinambás, do Comitê de Combate à Covid-19 em BH, reforça que os protocolos sanitários foram decisivos, mas chama a atenção de algumas famílias que deixaram de fazer consultas de rotina. Ainda assim, o médico não descarta a importância da vacinação como a principal medida de contenção do sarampo. “O isolamento social para controlar o sarampo até fazia sentido há algumas décadas, talvez nos anos 40. Mas o melhor é tomar vacina”, ressalta. 

Vacinação

E é justamente a imunização uma das principais preocupações. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) informou que o isolamento social atrasou o esquema vacinal em menores de 1 ano, os mais vulneráveis à doença. Diante disso, a pasta reforça a importância de manter o cartão de vacinas atualizado e procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. 

Além disso:

Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) – ligada ao Ministério da Saúde – confirmam que o Brasil recebeu em 2016 a certificação de eliminação do vírus do sarampo, fornecido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), tendo os registros de últimos casos somente no ano anterior. Entretanto, a doença retornou ao país em 2018 e, com a circulação do vírus, o Brasil perdeu o certificado de “país livre de sarampo”, no ano seguinte.

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