O Centro Nacional de Vacinas será construído em Belo Horizonte, conforme parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, governo de Minas e a UFMG. O governador Romeu Zema (Novo), o ministro Marcos Pontes, a reitora Sandra Regina Almeida assinaram o protocolo de intenções para a construção do prédio nessa quinta-feira (2). O investimento será de R$ 80 milhões.

O projeto, que está previsto para começar em janeiro de 2022, será no local onde hoje existe o Centro de Tecnologias de Vacinas (CTVacinas) da universidade. Ele vai promover a independência de tecnologia na produção de lotes-pilotos de vacinas e testes de diagnóstico para doenças em humanos e animais.

Assim, será possível agilizar a fabricação de imunizantes contra o novo coronavírus, malária, leishmaniose, doença de Chagas, zika, chikungunya e dengue, por exemplo. 

O governo estadual vai dispor de R$ 30 milhões para a construção e importação de equipamentos laboratoriais, sendo R$ 12 milhões disponibilizados pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e R$ 18 milhões pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Por parte da União, serão investidos R$ 50 milhões.

“Queremos que a UFMG, a Fapemig e seus pesquisadores tenham condições de desenvolver as vacinas e nós, por meio da Funed, venhamos a ter condições de fabricarmos e distribuirmos tanto no Brasil quanto no exterior”, disse Zema.

Padrões internacionais

O centro de vacinas será uma associação sem fins lucrativos com ambiente multidisciplinar, diverso e de inovação, comparado ao da Universidade de Oxford, que desenvolveu a vacina AstraZeneca. O projeto ampliará a área do CTVacinas com a construção de dois anexos e aquisição de equipamentos importados. 

Atualmente, o centro da UFMG já tem projeto da LeishTec, vacina para a leishmaniose visceral canina e da SpiNTec, produto contra a Covid-19 com promessa de produção com 100% de insumos nacionais e que servirá de reforço para o combate à doença.

Ele terá estrutura para que as pesquisas sejam 100% seguras, sem risco algum de vazamento e contaminação, respeitando protocolos nacionais e internacionais, além da possibilidade de atender o mercado privado.

A intenção é que o projeto adquira autonomia e independência ao longo de três anos, para que funcione como uma organização de direito civil, se mantendo com aporte financeiro privado.

(*) Com Agência Minas

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