A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ouve, nesta quinta-feira (26), o empresário José Ricardo Santana. Ele esteve presente no jantar em Brasília, em 25 de fevereiro, quando teria sido feito o pedido de propina no episódio da oferta de 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca pela empresa americana Davati. 

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Santana, que teve a quebra de sigilos aprovada na comissão, é ex-secretário-executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão interministerial cuja secretaria-executiva cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O requerimento de convocação é do relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL). O senador justifica que Santana também tem ligação direta com Francisco Emerson Maximiano, seus sócios e empresas — entre elas, a Precisa Medicamentos.

“Há comprovação de que, juntamente com Maximiano e outros investigados, inclusive no mesmo voo, o empresário foi à Índia tratar com a fabricante da Covaxin, vacina desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech”, informou o Senado. 

Na última quinta-feira (19), Maximiano admitiu aos senadores que esteve quatro vezes no país e disse que foi recebido pela embaixada brasileira em Nova Déli, mas se recusou a informar o que fez na representação diplomática. Também preferiu o silêncio a esclarecer quem pagou as viagens e as estadias. O empresário não quis dizer por que José Ricardo Santana também viajou à Índia.

(*) Com informações da Agência Senado

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