O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) vai decidir nesta quarta-feira (25) se aceita ou não a denúncia de homicídio qualificado contra o promotor suspeito de matar a própria mulher, de 41 anos, em abril. O julgamento do pedido será durante sessão do Órgão Especial.

Anteriormente, o julgamento estava marcado para o último dia 11, mas foi adiado para hoje. O promotor foi preso em 4 de abril deste ano, dois dias após a morte da esposa. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em 30 de abril.

Na determinação, a juíza falou em "periculosidade manifesta do denunciado", que, segundo ela, "representa um risco a uma futura e eventual instrução processual, inclusive por implicar vislumbrável temor nas testemunhas do caso", além de outros argumentos. Agora, a aceitação ou não da denúncia será definida pelo Órgão Especial do TJMG. 

Hoje em Dia entrou em contato com a defesa do promotor e aguarda um retorno. 

O crime

Em 3 de abril, a mulher foi encontrada morta no apartamento do casal, no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte. Na ocasião, o médico que emitiu um relatório sobre o óbito teria declarado a causa primária da morte como pneumonite, uma inflamação nos pulmões que pode ser causada por diversos fatores ou mesmo que ela poderia ter morrido por intoxicação.

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre as causas, porém, apontou lesões provocadas por asfixia e intoxicação.

O promotor foi denunciado pelo crime de homicídio qualificado, por se tratar de feminicídio, além de motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima.

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