A greve sanitária dos professores da rede estadual de Minas Gerais, deflagrada no último dia 2 de agosto, foi encerrada nessa terça-feira (17) após uma audiência de conciliação. Com isso, os trabalhadores retornam às atividades presenciais a partir desta quinta (19). 

O fim da paralisação ocorre quatro dias após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinar a suspensão da greve, sob pena de multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento. Na tarde dessa terça, durante assembleia, os servidores concordaram com o encerramento. 

Conforme informou o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), ficou acordado que o período de 2 a 18 de agosto não será caracterizado como falta comum, mas sim como falta greve. A reposição das aulas deverá ser feita em até 90 dias, de forma presencial. 

“Nós vamos denunciar todas as contaminações. O que acontecer com a vida dos profissionais, dos estudantes e das comunidades escolares por conta da contaminação nas escolas será de inteira responsabilidade do governo do Estado. Já temos situações de contaminações em várias regiões de Minas”, explicou a coordenadora-geral do sindicato, Denise Romano.

O sindicato também informou que cobrou do governo a antecipação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 para os profissionais da educação. 

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) ressaltou que o movimento não impactou a retomada das atividades presenciais que ocorre desde o dia 21 de junho. 

“Reafirmamos que o retorno das atividades presenciais está ocorrendo de maneira segura, híbrida, gradual e optativa. Conforme o protocolo sanitário, se houver casos suspeitos de Covid-19,  as situações devem ser monitoradas. Há também a previsão de suspensão de turmas,  turnos ou de toda unidade escolar, se houver necessidade. Desta maneira e seguindo rigorosamente os protocolos, 1.718 escolas estaduais, de 270 municípios que não apresentaram restrições para o retorno presencial, com cerca de 976 mil alunos matriculados, já voltaram às salas de aula”, disse a pasta em nota. 

Sobre o questionamento apresentado pelo sindicato em relação a aplicação da segunda dose, a secretaria informou que segue as recomendações do Ministério da Saúde, que não recomenda a antecipação.

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