O prefeito e o vice-prefeito de Camacho, no Centro-Oeste de Minas, tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral por abuso de poder político e econômico e compra de votos nas eleições municipais de 2020, quando foram reeleitos. A decisão, para a qual cabe recurso, foi divulgada nesta terça-feira (17).

Além da perda dos cargos, os dois gestores públicos, juntamente com o chefe do setor de obras da prefeitura, foram condenados ao pagamento de multa. Também ficarão inelegíveis por oito anos. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi aberta a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A Justiça Eleitoral julgou procedentes os indícios alegados pelo órgão. 

Entre eles, conforme o MP, o prefeito e o vice-prefeito, auxiliados pelo chefe de obras, usaram servidores, máquinas, veículos e equipamentos do município para a construção e reforma de imóveis particulares de pessoas que teriam trabalhado ativamente na campanha eleitoral. As irregularidades, ainda segundo o órgão, ocorreram no segundo semestre de 2020, às vésperas das eleições.

“O abuso do poder econômico revestiu-se de redobrada gravidade, uma vez que a compra da liberdade de escolha do eleitor se deu através do emprego de recursos públicos, valendo-se os candidatos da força de trabalho de servidores e de bens da administração, às custas, portanto, do tesouro municipal”, informou o MP, em nota.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Camacho e com o partido dos políticos por telefone e e-mail, mas ainda não obteve posicionamentos sobre o caso.

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