Um comboio militar, com veículos blindados e armamentos da Força de Fuzileiros da Esquadra, desfilou pelos arredores do Congresso Nacional, em Brasília, na manhã desta terça-feira (10), mesmo dia da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o voto impresso.

O ato, segundo a Marinha, teve como objetivo a entrega de um convite ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para que ele compareça à Demonstração Operativa que ocorre todos os anos no Centro de Instrução de Formosa (CIF), em Goiás.

Acompanhado de ministros do governo e comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica, Bolsonaro recebeu o convite no alto da rampa do palácio, das mãos de um militar. 

Depois da entrega do convite, o comboio continuou o desfile e se descolocou para a sede da Marinha, em Brasília. Segundo o aviso de pauta, divulgado pela corporação, a Operação Formosa ocorre desde 1988 e é o maior treinamento militar da instituição no Planalto Central. Este ano, pela primeira vez, o ato teve a participação do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira.

'Lamentável desfile'

O ato tem sido duramente criticado por parlamentares desde segunda-feira (9). Nesta terça, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, o senador Omar Aziz (PSD-AM) classificou o desfile como “lamentável”, “absurdo inaceitável” e “ataque frontal à democracia”.

“Clara tentativa de intimidar parlamentares e opositores. Bolsonaro imagina, com isso, estar mostrando força, mas na verdade está evidenciando toda a fraqueza de um presidente”, disse.

Aziz também considerou o episódio como uma “cena patética”, que mostra “apenas uma ameaça de um fraco, que sabe que perdeu”, concluindo que “não haverá voto impresso ou nenhum tipo de golpe à democracia”.

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