O acusado de atirar e, em seguida, atropelar um homem no bairro Califórnia, na região Noroeste de Belo Horizonte, em agosto de 2020, irá a julgamento na capital, em data a ser definida, no II Tribunal do Júri. A decisão é da juíza de 1º grau  Âmalin Aziz Sant’Ana e foi dada em 15 de julho, mas só divulgada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais nessa quinta-feira (5).

De acordo com a denúncia, as investigações apontaram que o réu matou a vítima porque essa teria o costume de agredir a esposa, situação que - na análise do autor - poderia atrair a atenção da polícia para a ocorrência de violência doméstica no bairro, resultando em prejuízo ao tráfico de drogas na comunidade.

Para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o homem cometeu crime por motivo torpe e utilizou meio cruel, já que atropelou a vítima mesmo após atirar nela. Além disso, ele teria dificultado a defesa, pois ela foi surpreendida em casa pelo acusado.

A defesa do réu, no entanto, afirmou que o homem cometeu o crime após ter sido obrigado por traficantes da região. Segundo ele, o grupo que gerencia o tráfico de drogas o ameaçou de morte caso não cumprisse a tarefa.

O caso

Conforme o boletim de ocorrência, o crime ocorreu por volta das 5h de 8 de agosto de 2020. Imagens de câmeras de segurança gravaram o momento em que um veículo GM Cobalt, de cor cinza, para em uma rua do bairro Califórnia. Em seguida, um casal desembarca do automóvel, abre o porta-malas e retira a vítima.

Ela é colocada no chão e recebe três tiros do homem, que repassa a arma para a mulher. Ela atira outras três vezes contra a vítima, que já estava imóvel. Por fim, o casal retorna ao carro e atropela o rapaz por duas vezes.

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