A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da BHTrans aprovou, nesta quarta-feira (4), a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de funcionários do órgão e outras duas empresas. Os requerimentos foram analisados durante reunião da comissão, nesta manhã. O objetivo é obter novas sobre a investigação dos contratos com as concessionárias de ônibus da cidade.

Entre os alvos dos pedidos está o diretor da BHTrans, Daniel Marx Couto, afastado do cargo em junho. Ele foi licenciado para que a administração pudesse levantar informações e esclarecimentos técnicos relativos à execução do contrato com um empresa para auditoria nos acordos de transporte público da capital.

Durante depoimento dado à CPI, em junho, Daniel afirmou que a auditoria não analisou todas as notas e documentos, mas apenas uma amostra. Ele também afirmou que o trabalho de supervisão não lhe dava a função de fazer análise de todas as notas fiscais recebidas pela BHTrans.

Além do diretor, a comissão também solicitou a quebra de sigilos de um fiscal do contrato firmado com as concessionárias de transporte público e outras cinco pessoas.

Na reunião desta quarta, a CPI também aprovou requerimentos para novas convocações. Procurada, a BHTrans informou que não irá se manifestar. O Hoje em Dia também tenta contato com Daniel Marx Couto ou a defesa dele, mas ninguém foi localizado até o momento. Essa reportagem será atualizada após o retorno.

A CPI

Instalada na Câmara Municipal de Belo Horizonte desde 10 de maio, a CPI apresenta questionamentos e “aponta omissão da BHTrans quanto à fiscalização do serviço prestado pelas concessionárias, principalmente durante o contexto pandêmico”. A comissão é presidida pelo vereador Gabriel e tem Reinaldo Gomes (MDB) como relator.

A partir da data de formação, a comissão tem prazo de 120 dias para produzir relatório final e concluir os trabalhos, podendo pedir a prorrogação por mais 60 dias.

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