A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve responder ainda nesta semana se autoriza testes da vacina SpiN-TEC, imunizante contra a Covid-19 desenvolvido por pesquisadores da UFMG, em humanos.

Com o aval, a expectativa da instituição é que os testes de fase 1 e 2 possam começar em setembro. No domingo (1º), a reitora Sandra Goulart e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, destacaram a importância da vacina na estratégia de combate ao novo coronavírus no país.

Segundo Goulart, o pedido, protocolado na Anvisa na sexta-feira (30), é baseado em dados e informações sobre o desempenho da vacina nos testes pré-clínicos feitos com animais.

Também participaram da coletiva por videoconferência, os pesquisadores do CTVacinas UFMG Santuza Teixeira e Flávio Guimarães da Fonseca, que apresentaram detalhes técnicos sobre o imunizante.

De acordo com Fonseca, a SpiN-TEC é produto de uma estratégia que começou a ser desenhada em março do ano passado. “Como a taxa de sucesso de uma vacina é muito baixa, estruturamos no CTVacinas uma estratégia com cinco candidatas. Ao fim, a SpiN-TEC foi a mais bem-sucedida nos ensaios pré-clínicos, o que a credencia a ser testada em humanos”.

O secretário de Pesquisa e Formação Científica do MCTI, Marcelo Morales, classificou como “emblemático” o pedido de autorização protocolado pela UFMG na Anvisa. “Trata-se de um marco, pois eleva o país à condição de produtor de vacinas”, afirmou ele.

Testes clínicos

A Anvisa informou que a análise do órgão considerará a proposta, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nos estudos pré-clínicos da SpiN-TEC. Antes da formalização do pedido, a Agência promoveu reuniões para orientar sobre os procedimentos. O último encontro ocorreu no dia 14 de junho, quando os técnicos da Anvisa discutiram com os pesquisadores do CTVacinas questões sobre o andamento dos testes e os aspectos regulatórios a serem observados para a submissão do pedido de anuência da pesquisa clínica.

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