Oito empresas e três sites de vendas on-line são investigados pela Polícia Civil de Minas Gerais suspeitos de fazerem parte de um esquema para regularização de reboques e semirreboques de origem ilegal. Conforme a corporação, na manhã desta quinta-feira (29) foi desencadeada a operação "Noakes", cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão em 13 municípios, com apoio de delegacias de quatro estados.

No total, 296 mil reboques e semirreboques estão sob investigação, dos quais 75,5 mil já foram bloqueados. As cidades envolvidas na ação não foram informadas.

A investigação teve início em março deste ano com a Delegacia Regional de Polícia Civil em Araxá, no Triângulo Mineiro, a partir da vistoria de um reboque. Na inspeção, foram encontrados indícios de adulteração na peça que sustenta a identificação. 

Posteriormente, foi descoberto que a nota fiscal na qual constava ser de uma empresa de Almenara, no Vale do Jequitinhonha, na verdade, era de uma empresa de Araxá. Conforme a polícia, o fato chamou atenção, uma vez que apenas empresas devidamente homologadas pelo Denatran podem fabricar reboques ou semirreboques. 

Como medida cautelar, foi feito o bloqueio de bens dos suspeitos, que podem chegar a R$ 55 milhões. As irregularidades apuradas envolvem práticas como fraude e sonegação fiscal. 

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