Em tratativas para adquirir mais de 400 mil doses da vacina russa Sputnik V, Minas pode desistir da negociação caso a compra não se concretize dentro do prazo estipulado pela gestão. A ideia era importar o produto contra Covid-19 até julho para acelerar a aplicação e cumprir o calendário em setembro.

O Executivo mineiro observa a situação do Consórcio do Nordeste, que já deveria ter recebido as remessas há pelo menos 10 dias. “Estamos percebendo uma dificuldade de entrega dessas doses. Mas, Minas Gerais continua negociando na tentativa de que a gente traga isso o mais rápido possível”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (23).

De acordo com o chefe da pasta estadual, se as vacinas não chegarem até o fim deste mês, não há mais a necessidade de comprá-las. “Nosso calendário está avançando muito bem, os municípios estão avançando muito rapidamente e não haveria, então, motivo dessa importação. Mas estamos ainda em tratativa com o Fundo Soberano Russo”, completou.

Vale lembrar, ainda, que o produto não foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Não valeria a pena um esforço tão grande, um investimento tão grande, sendo que vacinas já autorizadas pela Anvisa estão chegando de forma mais rápida”.

Atualmente, os imunizantes administrados pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) são a AstraZeneca, CoronaVac, Janssen e Pfizer. Os estados foram autorizados a negociar diretamente com o fundo russo a compra equivalente a 1% da população local.

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