Um médico de 61 anos e uma instrumentadora cirúrgica, de 50, foram indiciados pela Polícia Civil por envolvimento em um suposto esquema de cobrança para antecipar cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação da dupla era em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira.

O caso foi divulgado nesta quinta-feira (22). Além do crime de concussão, eles são suspeitos de extorsão, falsidade ideológica e documental. 

A delegada Ione Barbosa relatou que a investigação já ouviu 20 pessoas e chegou a 11 possíveis vítimas. Desse número, três teriam sofrido crime de concussão, relacionado às vendas das vagas. Outras sete teriam sido vítimas de extorsão. “Elas teriam sido vitimadas psicologicamente para pagarem para a instrumentadora entre R$ 300 a R$ 1.500, pois o médico exigia que fosse aquela instrumentadora que atuasse, sob pena de não fazer a cirurgia. Houve uma violência psicológica muito efetiva em relação a essas vítimas”, informou a policial. 

Dessas vítimas, três disseram que os procedimentos que estavam nas guias emitidas pela clínica do médico não haviam sido realizados. “Contaram, ainda, que suas assinaturas foram falsificadas. Diante disso, submetemos essas assinaturas à perícia técnica e foi detectada a falsidade. Então, o médico responderá por falsidade ideológica e documental”, afirma a delegada. 

A recomendação é que outras possíveis vítimas procurem uma delegacia para prestar depoimento sobre o ocorrido.

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