Doses de fabricantes diferentes da vacina contra a Covid-19 foram aplicadas por engano em um guarda municipal de Belo Horizonte. Segundo ele, em abril, tomou a primeira dose da AstraZeneca. Em julho, quando retornou ao Centro de Saúde do bairro Betânia, na zona Oeste da capital, para completar o esquema de imunização, recebeu a da marca Pfizer. 

O guarda contou que, enquanto a técnica de enfermagem aplicava o imunizante, outra funcionária pediu o cartão de vacinação dele. Ao ler a informação sobre a primeira dose, ela imediatamente gritou para que a técnica parasse a aplicação, pois estavam usando a vacina errada. 

"Descaso" foi a palavra utilizada pelo agente para definir o ocorrido, pois ele entregou o documento, que continha a informação sobre a vacina, e ninguém conferiu antes de aplicá-la. Ele ficou preocupado com alguma possível reação mas, até então, os estudos sobre a combinação de vacinas não demonstraram riscos. Porém, o método não é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. 

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que, segundo a orientação do governo federal, não é indicado aplicar uma terceira dose após a combinação de vacinas. A situação do usuário será acompanhada pela Secretaria Municipal de Saúde. “É importante considerar que a Prefeitura faz um rigoroso acompanhamento diário dos processos de vacinação. As equipes são todas treinadas e serão, novamente, orientadas”, afirma.

*Com informações do Bom Dia Minas, da TV Globo. 

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