Servidores administrativos da Polícia Civil de Minas Gerais estão de braços cruzados nesta sexta-feira (16). A categoria realiza uma paralisação total de 24 horas, o que reflete no funcionamento do Instituto Médico Legal (IML) e Departamento de Trânsito (Detran) de Belo Horizonte.

A decisão foi tomada em assembleia realizada nessa quinta-feira (15). Conforme informou o Sindicato dos Servidores Administrativos da Polícia Civil no Estado (Siapol-MG), o motivo pela paralisação está atrelado ao projeto do governo de Minas que prevê a desvinculação do Detran da corporação.

Caso aprovado, os servidores administrativos seriam remanejados para a Secretária de Planejamento e Gestão do Estado (Seplag-MG), o que, de acordo com o sindicato, faria com que a categoria perdesse benefícios.

“Não somos contra o projeto, a categoria é favorável a desvinculação, mas contra a proposta de extinção e transformação de carreiras administrativas da polícia civil, como auxiliar, técnico e analista. Segundo o projeto, passaríamos a ficar na Seplag. Nada a ver com o que prestamos no concurso. Com isso, alguns direitos seriam perdidos, como direito a recomposição, o reajuste salarial, assistência hospitalar do hospital da polícia civil e acesso à escola. Então se a gente pertencer a essa estrutura da Seplag, a gente perderíamos esses direitos”, disse ao Hoje em Dia o assessor sindical e técnico assistente da Polícia Civil, Paulo Vitor de Oliveira.

Nesta sexta, de acordo com a entidade, estão interrompidos os trabalhos realizados pelos servidores no IML e departamentos de trânsito da avenida João Pinheiro, em Belo Horizonte, e do bairro Nova Gameleira, também na capital.

“Não entendemos a proposta, já que ela autoriza com que a gente volte a trabalhar na polícia, mas como terceirizado. Ou seja, nos retira da polícia, mas voltamos para lá. Não como servidor, mas emprestados. Com a paralisação, o Detran da João pinheiro está de portas fechadas. Já o da gameleira está atendendo, mas não com os administrativos e sim com os terceirizados. O IML está aberto, mas sem os setores de necropsia e liberação de corpo”, concluiu.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno sobre a paralisação e funcionamento destes locais.   

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