A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou um simulado de incêndio controlado no Parque Estadual Serra do Rola Moça, na região do Barreiro, em Belo Horizonte, nessa terça-feira (13). O objetivo, segundo a corporação, foi apresentar parte do trabalho investigativo que é realizado pela corporação na repressão de queimadas florestais criminosas.

A PCMG integra a força-tarefa do Plano de Resposta para Atendimento a Incêndios Florestais 2021, projeto lançado pelo governo de Minas no mesmo dia. De acordo com a instituição, quatro investigadores, um escrivão e um perito, sob a coordenação de um delegado de polícia, atuaram na simulação, com o apoio de um drone e três viaturas.

O trabalho da PCMG no combate a fogos ilegais é focado na investigação, como explica o delegado Eduardo Vieira. “Nesse sentido, a Polícia Civil vem se estruturando com unidades especializadas para fazer uma investigação técnica e científica, de ponta, para conseguirmos chegar à autoria desses crimes”, disse.

Assim, ainda conforme o delegado, os trabalhos técnico-científicos consistem no deslocamento de peritos criminais até o local para começar a fazer a coleta dos vestígios necessários para a comprovação da materialidade delitiva.

Além disso, é feito o trabalho de campo que simultaneamente é desenvolvido pelos investigadores, que realizam entrevistas e, dependendo do caso, até mesmo a condução de investigados para interrogatório; tudo com o intuito de enriquecer o inquérito policial.

A corporação ainda atua, por meio do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), no auxílio logístico às demais instituições, com as aeronaves da PCMG, em ocorrências. “Temos criado protocolos para que possamos receber um informe com o relato daquele incêndio, fazer uma análise prévia – se é ou não criminoso – e começar, então, a despachar diligências”, completou Vieira.

A polícia relembra que a prática de queimadas florestais trata-se de crime previsto no art. 41 da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), com pena de reclusão de dois a quatro anos e multa.

O simulado dessa terça contou com a participação das secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o Corpo de Bombeiros Militar, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Polícia Militar, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Proteção à Biodiversidade (ICMBio).

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