As empresas de ônibus de Belo Horizonte não recebem mais o repasse mensal da prefeitura de até R$ 4 milhões, referente ao adiantamento do vale-transporte, desde 30 de junho. A declaração foi dada pelo presidente da BHTrans, Diogo Prosdocimi, durante oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, na Câmara Municipal de BH, nesta quinta-feira (8).

Conforme o gestor, o acordo assinado entre a administração municipal e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setra), em 21 de dezembro de 2020, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), não foi renovado. “O acordo se findou em 30 de junho. Esses recursos pararam de ser repassados com a extinção do processo e o fim desse acordo, ele não foi prorrogado. Hoje, a prefeitura já não repassa mais esses recursos para as empresas”, declarou Prosdocimi.

O presidente da BHTrans também falou sobre a aplicação de multas pela BHTrans às empresas de ônibus durante a pandemia. Segundo ele, foram mais de 35 mil multas distribuídas no período. “Houve e há fiscalização. Temos um quantitativo de multas aplicadas em relação ao descumprimento e inadequação, até o dia 6 de julho, de 34.903. Só em março ou abril foram 3 mil multas. A BHTrans sempre foi firme nisso. Um dado anual mostra que a BHTrans sempre esteve atenta. No ano passado foram 25 mil multas mesmo com, em alguns momentos, apenas um terço da circulação e demanda”, afirmou o presidente.

O Setra foi procurado, mas informou que não irá comentar sobre o assunto. 

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