Quatro suspeitos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes foram detidos pela Polícia Civil em Belo Horizonte e em Vespasiano, na Região Metropolitana de BH, nesta quinta-feira (17). Entre os presos, há dois gêmeos, de 20 anos, que teriam estuprado coletivamente uma adolescente de 15 anos, e um pai acusado de violentar a própria filha. 

De acordo com os policiais, o caso dos irmãos ocorreu mês passado no bairro Piratininga, região de Venda Nova. Na ocasião, a menina relatou à polícia que estava conhecendo um dos irmãos e que consentiu em ter relação mais íntima com ele. Porém, o homem teria chamado o gêmeo e outros quatro amigos, que teriam forçado a adolescente a ter relações sexuais, contra a vontade dela.

Segundo apurado, os irmãos ameaçaram a jovem e a família dela caso alguma denúncia fosse feita. Em depoimento, os investigados negaram os fatos e tentaram desqualificar a vítima. Os outros envolvidos no crime serão indiciados pela polícia por estupro.

Pai contra a filha

Outra prisão foi do suspeito de abusar a própria filha, de 11 anos, no Barreiro. De acordo com a delegada do caso, Thais Degani, a detenção preventiva foi solicitada porque o homem trabalha como monitor em uma escola na região. "Com a prisão, afastamos a possibilidade de novos abusos contra a filha e ainda garantimos o afastamento dele de outras crianças que poderiam se tornar vítimas desse abusador", afirmou.

Violência contra sobrinha

Em Vespasiano, na Grande BH, um homem de 50 anos foi preso por supostos abusos à sobrinha, no período dos sete aos nove anos da criança. Segundo a polícia, a mãe da menina buscou atendimento psicológico após notar comportamentos estranhos por parte da filha, inclusive, com automutilações pelo corpo.

Para a psicóloga, a menina relatou ter sido abusada pelo tio, o que motivou a investigação policial. Devido à condenação judicial em primeira instância e por estar em local incerto, foi expedido mandado de prisão preventiva contra o tio da vítima.

Operação

As prisões desta quinta-feira (17) foram feitas durante deflagração da primeira fase da operação Acalento, desencadeada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, com coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Segundo o chefe da Divisão Especializada de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad), delegado Felipe Falles, outras ações serão desenvolvidas para compor a operação, que tem âmbito nacional. "Até 16 de julho, a Dopcad vai intensificar atuações repressivas de combate aos crimes contra crianças e adolescentes. Não apenas os crimes sexuais, como também crimes de violência física e psicológica", declarou.

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