Após o prefeito Alexandre Kalil anunciar o recuo no funcionamento do comércio não essencial em Belo Horizonte, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) informou nesta sexta-feira (5) que compreende o fechamento do setor a partir deste sábado (6), e que vai cumprir a decisão.

Mas apesar de solidário com a situação da pandemia na capital, que registrou 81% de ocupação nas unidades de terapia intensiva, Marcelo de Souza e Silva, criticou a decisão do chefe do executivo. "Lamentamos somente que esse anúncio tenha sido feito menos de 24 horas antes do fechamento. Isso prejudica ainda mais a situação do comércio", disse o presidente da entidade. 

Souza e Silva voltou a criticar Kalil sobra a situação de leitos na capital, que ele considera abaixo do esperado. "Tenha o máximo de empenho na abertura de novos leitos. Porto Alegre, com um milhão de habitantes a menos que BH, tem quase o mesmo número de leitos de UTI que a nossa capital. Temos 293 e a capital gaúcha tem 278. Curitiba, com 500 mil habitantes a menos, tem mais leitos que a gente - 378".

O presidete da CDL também criticou a fiscalização para coibir eventos. "As aglomerações não estão acontecendo em lugares fechados. Estão acontecendo em lugares públicos. Se alguém liga para o 156 para denunciar uma aglomeração, o atendente fala que a vistoria será feita em cinco dias. A fiscalização tem que agir na hora", pontuou o presidente.

Por fim, Souza e Silva pediu uma maior sintonia entre a PBH, municípios da região metropolitana e o Estado. "Não adianta fechar aqui se os municípios vizinhos não estão fechados. A prefeitura tem que buscar o diálogo com o governo do Estado. É inadmissível uma tragédia dessas como a que estamos vivendo e a Prefeitura não ter o mínimo de diálogo com o governo do Estado para enfrentar o problema de forma conjunta", concuiu

Veja mais no vídeo.