Representantes do grupo Médicos pela Educação reivindicam uma intervenção do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nas negociações para o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares de Belo Horizonte. Para isso, eles se reuniram nessa quarta-feira (3) com o desembargador Gilson Soares Lemes, presidente do TJMG, para discutirem a possibilidade.

Através de uma petição de 2º grau no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), os médicos buscam um acordo com a prefeitura para que o funcionamento das unidades de ensino durante a pandemia seja regularizado. O protocolo será feito pela vereadora Fernanda Pereira Altoé (Novo), que acompanhou o grupo no encontro.

Para o presidente Gilson Lemes, o tema tem grande importância, já que envolve o futuro de crianças e adolescentes. Durante a reunião, o ortopedista pediátrico Bernardo Ramos, que faz parte do grupo de médicos, defendeu um retorno gradual e facultativo das atividades. 

“As crianças e adolescentes, das redes pública e privada, fora das escolas, apresentam riscos de contaminação muito maiores. Se estivessem nas salas de aula, estariam bem mais seguras”, afirmou.

Aulas adiadas

Durante entrevista coletiva na sede da PBH, o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, afirmou que o planejamento para a retomada das atividades presenciais foi adiado por pelo menos uma semana.

Segundo ele, a expectativa da administração municipal era autorizar o retorno de crianças menores de 5 anos aos colégios na segunda-feira (8). No entanto, com o crescimento dos indicadores da pandemia, o plano será revisto nos próximos dias.

Leia mais:
Médico sabarense de 29 anos é primeiro caso confirmado de reinfecção por Covid-19 em Minas
Prefeito mineiro perde a paciência com lojistas em protesto por fechamento do comércio; veja vídeo