A Covid-19 avança em Belo Horizonte, preocupa médicos e faz a prefeitura avaliar, inclusive, a possibilidade de recuo na flexibilização das atividades e serviços. Nessa segunda-feira (1°), o índice de transmissão por infectado (RT) chegou a 1,20 – cada 100 contaminados deixam 120 pessoas doentes. No mesmo dia, em meio ao alerta, a PBH sinalizou que deve aderir consórcio de municípios para a compra conjunta de vacinas.

Nesta quarta (3), infectologistas do Comitê de Enfrentamento à doença irão se reunir para analisar os números da pandemia. “As condutas, certamente, terão que ser revistas nos próximos dias. Não há como prever essa nova onda e os rumos dela”, afirma Carlos Starling, integrante do grupo de especialistas.

Conforme a PBH, a velocidade de contágio aumentou “consideravelmente” – no boletim de sexta-feira o Rt estava em 1,06. Não bastasse o salto na taxa, outro indicador que avalia a evolução da enfermidade em BH subiu. A ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 chegou a 74,7%, também em nível vermelho, o de alerta máximo.

Um dos possíveis motivos para o salto nos índices é o Carnaval. Conforme o Hoje em Dia mostrou, apesar da folia não ter ocorrido nas ruas, muita gente se reuniu dentro de casa, viajou e até celebrou em festas clandestinas. 

Impactos mais críticos nos leitos de internação dos pacientes com coronavírus, no entanto, dependem que esse patamar se mantenha elevado nos próximos dias.

Por nota, a PBH destacou que a cidade foi uma das primeiras do Brasil a adotar medidas restritivas e a criar um grupo de médicos para orientar sobre as ações de enfrentamento da pandemia.

“Em dezembro, foi proibido o consumo de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes e, na segunda semana de janeiro – adicionalmente -, foram fechados os bares e o comércio da cidade (atividades não essenciais) por 3 semanas”, diz a prefeitura.

Vacina
Também nessa segunda, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) instituiu a formação de um consórcio de municípios para a compra conjunta de vacinas. Até o momento, cem prefeituras manifestaram interesse em aderir ao grupo, entre elas a de Belo Horizonte. Em Minas, além da capital, outras 11 cidades devem aderir.

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