A alta nos indicadores de monitoramento da Covid-19 em Belo Horizonte, que leva a capital mineira de novo para o nível vermelho, é reflexo do período de Carnaval, analisa o médico infectologista e membro do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da PBH, Estevão Urbano. Para ele, com a proibição da festa na cidade, muitas pessoas aproveitaram para viajar. “Já estamos batendo duas semanas após o Carnaval, que é o tempo que se espera para ter algum impacto no sistema de saúde”, avalia.

No Boletim Epidemiológico divulgado nessa sexta-feria (26), o pior índice é o de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que está em vermelho, com 70,1%. Já o número médio de transmissão por infectado (RT) está em 1,06 e a ocupação de leitos de enfermaria para Covid-19 está na marca dos 56,2%.

Todos os índices subiram em relação há uma semana. Em 19 de fevereiro, o índice de ocupação dos leitos de UTI era de 67,6%, na faixa amarela; a média de transmissão por infectado era de 0,95 e a ocupação leitos de enfermaria para Covid-19 era de 47%, todos os dois na faixa verde, que é a de menor risco.

Outro aspecto apontado pelo infectologista é a circulação da nova variante do coronavírus, P1, no Estado. “Essa variante é mais transmissível, então, estamos vivendo um momento muito delicado, onde tudo é possível”, alerta Estevão Urbano.

Até sexta-feira, Belo Horizonte tinha 110.461 casos confirmados de Covid-19 e 2.731 mortes .