O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou, na noite dessa sexta-feira (26), a criação de um grupo de trabalho para buscar alternativas para as insatisfações dos caminhoneiros que transportam combustíveis no Estado, os chamados tanqueiros. O setor anunciou fim da greve nessa sexta, após dia de filas nos postos de Belo Horizonte.

"Reduzir impostos é um desejo meu e um compromisso desse governo, vamos continuar perseguindo esse objetivo tão logo a situação fiscal do Estado e as limitações legais trazidas por ela nos permitam. Até lá, temos de construir alternativas e vamos buscá-las em conjunto", afirmou Zema.

O grupo de trabalho deverá ser formado na próxima semana. Apesar disso, o governo voltou a explicar que, no momento e em virtude da situação financeira do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma compensação para aumentar a receita em qualquer movimento de renúncia fiscal, "o que não torna possível a redução da alíquota".

De acordo com Irani Gomes, presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (SindTaque), a paralisação, iniciada na madrugada de quinta-feira (25), mobilizou cerca de 2 mil dos 3,5 mil profissionais representados pela entidade em Minas

Como principal pauta, a categoria reivindica a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, de 15% para 12%. O Estado chegou a informar, nessa sexta, que não conseguia reduzir o tributo no momento.

Segundo o governo, as recentes mudanças no preço dos combustíveis não ocorreram em função do ICMS, e sim da política de preços praticada pela Petrobras. "O Estado reafirma seu compromisso de não promover o aumento de nenhuma alíquota de ICMS até que seja possível começar a trabalhar pela redução efetiva da carga tributária", informou, em nota.

Nessa sexta, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) chegou a informar que, caso a greve permanecesse, haveria falta de combustíveis em grande parte dos postos de combustíveis do Estado. A entidade pediu sensibilidade ao governador de Minas.

A reportagem tentou contato com Irani na manhã deste sábado (27), mas as ligações não foram atendidas.

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