O motorista que atropelou e matou um bebê, de cinco meses, e a babá dele, de 41 anos, em Sete Lagoas, na região Central de Minas, se apresentou à Polícia Civil na noite deste domingo (21). Ele foi ouvido e liberado.

O acidente ocorreu na última quinta-feira (18). A mulher estava com o bebê e com a irmã dela na porta de casa, quando foi atingida pelo veículo desgovernado, conduzido por um jovem de 18 anos, que não tem habilitação para dirigir.

O suspeito, que estava foragido desde então, compareceu à delegacia de Polícia Civil de Sete Lagoas de forma espontânea, com dois advogados. Segundo informações da corporação, o jovem foi liberado porque o tempo de flagrante já havia passado.

“Ele informou que, após o acidente, foi agredido pela população, motivo pelo qual ele fugiu. Ele confessou que guiava o veículo, mas negou que estivesse em alta velocidade e embriagado, pois havia consumido apenas duas latas de cerveja. Esses elementos contrariam o as informações colhidas anteriormente, de que  ele estava em alta velocidade e encontrava-se em situação de embriaguez”, informou o delegado regional que acompanha o caso, Thiago Pacheco.

Ainda de acordo com o delegado, outras testemunhas serão ouvidas no decorrer da investigação. “Embora ele tenha se apresentado de forma espontânea, nada impede que a Polícia Civil utilize todas as medidas cautelares necessárias, de acordo com a necessidade. Continuaremos os trabalhos investigativos e apurando, da melhor forma, para que possamos dar uma resposta à família”, concluiu o delegado.

O acidente

Segundo informações da Polícia Militar, cinco pessoas estavam no carro no momento da ocorrência, inclusive o dono do veículo. O grupo fazia uma festa em uma casa vizinha e tinha saído para buscar bebidas, quando o motorista não conseguiu fazer a curva e invadiu o terreno. Após ser atingida pelo veículo, a mulher de 41 anos morreu no local. O bebê foi socorrido, mas chegou sem vida ao hospital. A irmã da babá, outra vítima do atropelamento, teve uma fratura no braço.

Todos os ocupantes do veículo fugiram a pé após o atropelamento, mas o proprietário do veículo foi perseguido e detido pelos militares, sob a acusação de ter cedido o carro a um condutor inabilitado. Ainda de acordo com a PM, vizinhos, revoltados com o atropelamento, jogaram pedras e atearam fogo na residência da mãe do motorista, onde ocorria a festa.

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