Uma parceria para incrementar pesquisas realizadas pelo Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o consequente desenvolvimento de vacinas na instituição foi firmada nesta semana, em Brasília. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, recebeu o vice-governador de Minas, Paulo Brant, e a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, acertando a cooperação que tem o objetivo de viabilizar o desenvolvimento de imunizantes nacionais, reduzindo a dependência do Brasil em relação a vacinas e insumos produzidos no exterior.

"O CT-Vacinas da UFMG tem tido papel importante na testagem diagnóstica e está trabalhando no sentido de desenvolver uma vacina nacional para a Covid-19, além de outros estudos relevantes para o campo das vacinas. A parceria estabelecida com o MCTI, envolvendo também o governo do Estado, será fundamental não apenas para a continuidade do desenvolvimento do imunizante contra o coronavírus, mas também para as pesquisas com vacinas a longo prazo", disse a reitora na quinta-feira (4), dia do encontro.

Brant ressaltou que os estudos iniciais já foram concluídos e que essa parceria será um grande avanço no combate à pandemia que atinge a população do estado e do Brasil. E destacou: "a segunda fase vai necessitar de um investimento razoável na faixa de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões. Esse é o próximo desafio, levantar esse recurso para que a gente possa superar essa fase e aí sim entrar na fase final de teste final e produção da vacina".

"Essa vacina feita em Minas Gerais com tecnologia nacional é muito importante para o estado, importantíssima para o país como um todo e para o conforto emocional da população, ao sabermos que nós temos uma vacina nacional sendo desenvolvida aqui", ressaltou o ministro Marcos Pontes, ao apontar a relevância também para a ciência nacional.

Imunizante

De acordo com a UFMG, "a parceria deverá garantir a sequência de um trabalho que começou no início de 2020, antes mesmo de declarada a pandemia. A equipe do CT-Vacinas logo começou a se organizar para desenvolver o imunizante contra o Sars-CoV-2, e em março o projeto já estava pronto. Em maio, os recursos foram liberados pela Finep, e pouco depois o grupo iniciava os testes com as diversas plataformas vacinais".

O desenvolvimento do imunizante do CT-Vacinas da UFMG adota tecnologia semelhante à utilizada pela Universidade de Oxford, que trabalha com vetores virais (vírus não patogênicos para os seres humanos) capazes de codificar proteínas do coronavírus sem causar a doença, mas estimulando a produção de anticorpos e células de defesa.

(*) Com Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e UFMG